segunda-feira, abril 02, 2007

é a força sem fim de duas bocas que se juntam...

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Lia Knapp
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Congresso de gaivotas neste céu
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo.
Querela de aves, pios, escaracéu.
Ainda palpitante voa um beijo.
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Donde teria vindo! (não é meu...)
De algum quarto perdido no desejo?
De algum jovem amor que recebeu
Mandado de captura ou de despejo?
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É uma ave estranha: colorida,
Vai batendo como a própria vida,
Um coração vermelho pelo ar.
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E é a força sem fim de duas bocas,
De duas bocas que se juntam, loucas!
De inveja as gaivotas a gritar...
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Alexandre O'Neill

1 comentário:

Raposa Velha disse...

Olá Maria Lisboa.
Adicionei-te no meu Fliscorno, espero que não te importes. Assim é mais fácil encontrar-te :)
Beijo