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sexta-feira, maio 01, 2009

Madrugada

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in: redehumanizasus.net/node/1354
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Dos que morreram sem saber porquê
Dos que teimaram em silêncio e frio
Da força nascida do medo
Da raiva à solta manhã cedo
Fazem-se as margens do meu rio.
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Das cicatrizes do meu chão antigo
E da memória do meu sangue em fogo
Da escuridão a abrir em cor
De braço dado e a arma flor
Fazem-se as margens do meu povo
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Canta-se a gente que a si mesma se descobre
E acordem luzes arraiais
Canta-se a terra que a si mesma se devolve
Que o canto assim nunca é demais
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Em cada veia o sangue espera a vez
Em cada fala se persegue o dia
E assim se aprendem as marés
Assim se cresce e ganha pé
Rompe a canção que não havia
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Acordem luzes nos umbrais que a tarde cega
Acordem vozes, arraiais
Cantam despertos na manhã que a noite entrega
Que o canto assim nunca é demais
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Cantem marés por essas praias de sargaços
Acordem vozes, arraiais
Corram descalços rente ao cais, abram abraços
Que o canto assim nunca é demais
O canto assim nunca é demais
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Letra e música: José Luís Tinoco
Interpretado por: Duarte Mendes

sábado, abril 25, 2009

Sonho de liberdade...

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Curtis Verdun - the dance of good and evil
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Liberdade esta palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda.
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Cecília Meireles


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No teu poema
existe a esperança acesa atrás do muro,
existe tudo o mais que ainda escapa
e um verso em branco à espera de futuro.
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José Luís Tinoco
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Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia
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Almada Negreiros

quinta-feira, maio 17, 2007

Se te encontrasse, agora...

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Ken Flett
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Se te encontrasse, agora, na paisagem
nocturna dos fantasmas da cidade,
contava-te dos nossos pobres versos
no teu rasto de sombra e claridade.
Contava-te do frio que há em medir
a distância entre as mãos e as estrelas,
com lágrimas de pedra nos meus passos,
e um cansaço impossível de escondê-las.
Contava-te da nossa pobre história,
de desenhar na sombra das paredes
e de tecer o destino que escolheres.
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De uma história de luas e de esquinas
com retratos e flores da madrugada
ou da luz, da luz de anoitecer.
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Letra: Dinis Machado
Música: José Luís Tinoco
Interpretação: Carlos do Carmo